De um filho do vento.
Orando ao mar e sendo instigado pelo céu e pelo vento!
Olhando o céu, exatamente no momento em que costuro essas palavras, me veio um desejo de ficar em silêncio e de fazer uma música, na mesma medida e ao mesmo tempo. Se eu soubesse compor e cantar, de certo que agora nasceria uma melodia, surgiria o ritmo, descobriria uma harmonia e um canto eu faria. Aqui mesmo, diante do vento, da mata, do mar. O céu estava de um lado barulhento com suas nuvens e tons, do outro um silêncio completo, sereno, estático. E eu... Mas eu sou mesmo do desafino e da poesia meio crua... Eu sou esse descompasso de buscar e testar sentidos. Eu sou sinestesias e desafino... E mesmo por tantas vezes querendo partir, hoje me deu uma vontade danada de chegar, chegar em meu próprio ritmo e caminho, aceitar esse prazer e essa tormenta de ser quem se veio para ser. Viver meu processo e minha cadência, ainda que fora do tom e do ritmo, com uma certa realização de estar em movimento e vivo. Eu não sei me despir e também não sei me vestir, é de tanto não sei que eu te digo, diante da diversidade do céu, da música do mar, do bailar do vento, da areia, da mata que viver é mesmo sobre estar, sentir e permitir-se ser vivo! Ah, que bobagem essa mania de escrever e tentar atribuir alguma mensagem relevante ou algum sentido que faça sentido, agora eu fico em silêncio e se quiser, permita-se de verdade se encontrar e se amar!
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